O Brasil nunca foi exatamente um lugar tranquilo politicamente, mas a tempos, tornou-se um verdadeiro terror. Para qualquer um que acompanha regularmente ou esporadicamente noticiários, é comum ver dia sim e outro também alguma crise institucional.
Os alvos são diversos: executivo, judiciário, legislativo, outros países ONGs, classes sociais, não há limites. E a economia acaba pagando o preço desses problemas também.

Só que para além de um imenso desgaste psicológico que as pessoas têm ao lidar diariamente com episódios absurdos (que se agravaram na pandemia), muitas também sabem que isso as afeta nessa crise sem fim que parecem nos afundar. O impedimento de retomar a atividade econômica com o mínimo de segurança institucional prejudica especialmente a camada mais baixa da população. 

Como a crise institucional afeta a economia? 

Primeiramente precisamos considerar que o Brasil é um país que recebe um grande aporte de investimento estrangeiro, dinheiro que ajuda a movimentar a economia. No entanto, além da própria crise gerada mundialmente pela pandemia, as recorrentes ameaças internas afastam investidores estrangeiros. A explicação é que ninguém quer arriscar investir em um país em que se ventila o risco institucional.

Os próprios movimentos vistos no último dia 7 de setembro serviram apenas para piorar uma imagem já desgastada. Problemas relacionados a dívida pública, risco fiscal, saúde, projetos sociais, entre outros fazem parte da longa lista que afasta capital de fora.  


Para efeito de comparação, o Banco Central trouxe dados que mostram uma queda de 96,7% nos investimentos diretos feitos por estrangeiros no país. Foram Apenas 174 milhões de dólares em 2021, contra 5,2 bilhões em 2020. Juntamente com o sumiço do investimento de fora, vem o êxodo do dinheiro de empresas nacionais. 

Segundo Livio Ribeiro, pesquisador sênior da área de Economia Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia (FGV-IBRE), até 2020 estávamos tendo uma repatriação líquida de recursos para o país na ordem de 1,5 bilhão de dólares. Por outro lado, em 2021 tivemos investimentos no exterior de 23 bilhões de dólares, de empresas daqui.  

Pautas reformistas, populistas e auxílios 

O que temos visto claramente neste ano de 2021 é a agenda reformista (que favorece as empresas e a economia) sendo substituída por uma agenda populista que favorece a população e uma possível melhor aceitação do governo.

Diante do impasse político e econômico, muitos projetos que favorecem o crescimento e a segurança fiscal do país tiveram que ser deixados de lado para atender uma demanda que visa corrigir a instabilidade econômica das famílias brasileiras diante do desemprego e de uma inflação que historicamente não se via tão alta.

Em 2020, a discussão sobre o assunto Auxílio Brasil e a agenda populista fazia sentido diante de um cenário de início de pandemia, porém, acontece que em 2021, apesar de ainda haver a necessidade de fornecer respaldo financeiro para as famílias que mais precisam, o crescimento econômico do país e a geração de empregos deveriam ser o foco. Porém, algumas tensões entre os poderes fazem com que caminhemos para o lado contrário. A impressão que dá é que a agenda populista, em foco, se dá ao fato de um interesse público na reeleição.

Segundo nosso especialista Diego Ignácio, “A falta de uma gestão eficiente transmite a impressão de estarmos sempre “apagando fogo”, seja no cenário político, seja em nossos próprios negócios”.

O impacto da taxa de juros na economia

Dentro do contexto de crescimento da taxa de juros, a tendência é que todas as outras taxas do mercado também cresçam. Desta forma, isso ocasionará uma situação de crédito mais restrito às empresas e às famílias brasileiras que tomam dinheiro emprestado de bancos por exemplo.

Olhando para o cenário do consumo em geral, a tendência é de redução tanto para famílias, quanto para empresas, reflexo do crédito a juros altos.

A empregabilidade também sofre com o restringimento de renda o que segue acontecendo até chegarmos no PIB (Produto Interno Bruto), que também é reduzido, impactando a economia e a imagem de país promissor na visão dos investidores estrangeiros. ENTENDERAM A BOLA DE NEVE QUE ESTAMOS?

Apesar de toda essa toada negativa, o reflexo na inflação é diferente, já que ela acaba ficando mais sob controle, ocasionando uma redução de preços nos alimentos por exemplo. Isso é bom!

Outro ponto bacana que um momento de juros altos representa para os investidores que possuem reserva financeira, é o de aplicar parte de seus recursos nos veículos de renda fixa. Isso porque os rendimentos desses investimentos ficam mais atrativos por estarem atrelados a essa taxa.

Conclusão 

Com um cenário desfavorável seja político ou econômico, é o momento de mais do que simplesmente guardar e esperar, de buscar alternativas! Porque mesmo hoje, há bons locais para se investir, boas opções para fazer seu dinheiro render, mas tudo isso precisa ser analisado com bastante inteligência. E de preferência por especialistas, pois eles podem ajudar você a encontrar o melhor lugar para aplicar suas reservas. 

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