A vida do brasileiro nos últimos anos vem sendo um verdadeiro teste para os fortes. Não bastasse a crise política grave, que já deixava o país à beira da recessão, tivemos o início da pandemia, as variantes da covid-19 e quando tudo parecia começar a estabilizar, veio a guerra na Ucrânia, mergulhar o país em mais uma crise. Por conta disso, a palavra resiliência segue em alta por aqui. 

Você talvez já deva tê-la ouvido ou mesmo lido em algum lugar, mas você sabe o que é? E principalmente sabe como ser ou buscar ser uma pessoa resiliente? Vamos hoje explicar um pouco mais sobre e principalmente tentar trazer uma visão otimista nestes tempos tão complexos que passamos.  

O que é resiliência? 

Antes de mais nada, vamos entender mais do conceito. Seu significado é: 

“A propriedade que alguns corpos apresentam de retornar à forma original após terem sido submetidos a uma deformação elástica” 

Podemos imaginar molas, elásticos, aquelas bolinhas terapêuticas, etc. Todos são objetos que voltam ao seu estado inicial após sofrerem uma deformação. Pois foi dentro deste contexto que temos a definição psicológica do termo, que nos traz: 

“resistência ao choque, adversidade e a capacidade de superá-los” 

Ou seja, falamos de uma pessoa que é “maleável” as situações adversas externas e que mostra a capacidade de voltar ao seu estado de equilíbrio original. Só que não falamos de algo simples de ser feito, especialmente em um período em que temos tantas pressões externas e até mesmo internas.  

Como uma pessoa resiliente encara as adversidades? 

Falando desta forma, pode até parecer que essa pessoa ter nervos de aço e é inabalável, mas nada poderia estar mais longe da realidade. Primeiramente porque, como dissemos antes, trata-se de uma pessoa “maleável”. Então falamos de uma pessoa que sente e se abala com situações adversas. 

Porém o diferencial está na forma com a qual ela lida com estas situações. É o que chamamos de inteligência emocional. No entanto, não falamos aqui de um controlar o que se sente e sim de entender seus sentimentos, mas sem deixar que eles interfiram nas suas decisões. 

Então podemos dizer que a inteligência emocional trata especialmente de autoconhecimento e de entender como determinadas emoções agem em você.  

Podemos pegar um exemplo simples: uma pessoa que quando está triste, gosta de gastar (mesmo que não tenha dinheiro). Uma pessoa com inteligência emocional mais trabalhada, sabe que sua tristeza pode desencadear um impulso consumista. Sendo assim, ela buscará alternativas de forma a encarar aquela adversidade de uma forma que não seja destrutiva para ela. 

De uma forma resumida, podemos dizer que uma pessoa resiliente é aquela que consegue encarar as adversidades de forma racional e buscando encarar a situação de forma mais positiva.  

O que é preciso para ter resiliência? 

Agora, a pergunta que fica é: como posso desenvolver minha resiliência? Primeiramente o que podemos dizer é: tenha paciência, pois não é algo simples. Numa época em que as pessoas querem tudo para ontem, ver que o resultado disso no curto prazo será pouco, pode trazer uma sensação de frustração, mas na verdade, é muito normal. 

O exercício para resiliência envolve trabalhar com emoções negativas e adversidades, o que por si só não é algo simples. Por isso perseverar é fundamental. Selecionamos algumas dicas para vocês poderem trabalhar o seu novo eu mais resiliente: 

  1. Entender seus sentimentos – você não deve lutar como eles, mas sim entender que fazem parte de você. Falar sobre eles, aceitar sua normalidade é a melhor forma de aprender a lidar com o que se sente; 
  1. Errar faz parte – não se cobrar de forma excessiva, entender que todo mundo erra é muito importante. Além disso, aproveitar isso para tirar lições, mesmo que seja de algo que você não deve fazer. Saiba que toda experiência, mesmo as ruins, são valiosas; 
  1. Focar-se naquilo que está ao seu alcance – muitas vezes nos preocupamos com problemas que vão muito além do nosso controle. Aqui deve-se focar justamente nas adversidades que você tem condição de lidar e deixar de lado aquilo que você não pode resolver; 
  1. Tenha foco e comprometimento – quando for fazer algo, faça sempre o seu melhor, focado no melhor resultado possível. Comprometa-se com suas metas, mas sempre mantendo-as dentro da sua realidade; 
  1. Conecte-se com você – o equilíbrio entre o profissional e o pessoal é fundamental. Respeite seu corpo, seus limites, suas emoções e busque trabalhar nelas com o mesmo empenho que você tem na sua profissão. Meditar, relaxar, tirar momentos de lazer, ter um hobby, tudo aquilo que possa te conectar com você mesmo faz parte do autoconhecimento. 

Resiliente na crise 

Finalmente chegamos a uma questão mais prática de como aplicar isso tudo no momento em que vivemos. Praticamente todas as situações vão muito além do nosso controle, como pandemia, guerra e mesmo a recessão.

Dentro de um contexto como esse, não podemos nos preocupar com situações que vão além do nosso controle, mas podemos fazer a diferença dentro de nosso meio. Por exemplo: cuidando da nossa saúde, tanto física como mental, evitando se expor a riscos desnecessários.  

Já no caso da crise decorrente do aumento de combustível, pode-se observar como uma possibilidade de fazer trajetos mais curtos a pé, ao invés de utilizar o carro. Esta é uma forma tanto de economizar, como cuidar da sua saúde, especialmente depois de tanto tempo fechado em casa devido à pandemia.  

São exemplos simples, mas que mostram na prática de como aplicar a resiliência no seu dia a dia. 

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