As mudanças recorrentes com reformas previdenciárias, que parecem sempre complicar a vida do trabalhador em relação a sua aposentadoria, têm feito com que muitos pensem em alternativa para complementar sua renda no futuro. Nesse sentido, uma das principais alternativas costuma ser optar por planos de previdência privada. 

Entretanto, o que muitos não sabem é que existem diversos planos no mercado, cada um para um tipo diferente de pessoa. Aqui traremos um resumo dos principais planos de previdência privada do mercado, como eles atuam, para que assim você possa saber qual opção se encaixa melhor para você. 

Como se dividem as previdências privadas? 

Primeiramente é preciso entender que mesmo tendo diversas opções, os planos são divididos em dois grandes grupos: abertos e fechados. Os últimos também são conhecidos como “fundos de pensão” e podem ser criados ou por empresas ou outras entidades (como cooperativas). Eles são feitos exclusivamente para atender os associados ou funcionários. 

Por outro lado, os planos abertos são aqueles ofertados por bancos, seguradoras ou instituições financeiras que qualquer pessoa pode adquirir. Apesar de não depender exclusivamente de você, falaremos um pouco dos fundos de pensão e os modelos preponderantes. 

Conheçam as principais modalidades de fundo de pensão 

Infelizmente nem todas as empresas oferecem a possibilidade de seu funcionário ter essa modalidade de previdência privada, mas para aqueles que possuem, vamos mostrar os três modelos mais comuns, para que você possa saber se vale a pena entrar na modalidade ou fazer uma por conta própria.  

Os modelos são estes: 

  1. Benefício Definido (BD) – apesar de ainda presente, este vem caindo em desuso, sendo trocado pelos outros dois. Neste modelo o benefício complementar que será recebido pelo investidor já é definido no momento da adesão. Os cálculos são feitos com base em fórmulas pré-definidas nos regulamentos. No entanto como ele conta já com um valor definido, para que seja atingida a meta a contribuição é variável. Outro porém é que ele conta com responsabilidade coletiva. Ou seja, se o fundo tem déficit, todos pagam por ele; 
  2. Contribuição Definida (CD) – Ele conta com um valor definido de contribuição, sem contar com variações, como no primeiro. Aqui o valor a ser recebido é calculado a partir do momento que começa a ser pago e que dependerá da rentabilidade ao longo do período contribuído. Aqui o senão fica para a incerteza em relação ao quanto se receberá, mas até por não ter valor definido, não existe déficit nem superávit nesta modalidade; 
  3. Contribuição Variável (CV) – basicamente é uma mescla dos dois primeiros. Pode tanto contar com uma renda definida como o BD, como com uma contribuição definida como o CD. 

Agora que você conhece um pouco mais sobre os modelos mais comuns dos fundos de pensão, vamos aos que você mesmo pode contratar.  

Tipos de previdência privada: PGBL ou VGBL 

Falando agora dos modelos abertos, ou seja, aqueles que você mesmo pode contratar. Eles contam com duas grandes divisões: a PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre). Apesar de parecer complicado, na verdade isso se refere apenas a forma como você declara seu imposto de renda, confira: 

PGBL   

Ideal para quem faz o modelo de declaração completa do imposto de renda. A vantagem? Você pode deduzir até 12% do IR com as contribuições feitas para a previdência privada. A grande vantagem é reverter esse valor em investimentos, para buscar maior rentabilidade ao longo da vida.

Entretanto, ele conta com um porém: o valor a ser pago para o IR na hora do resgate incidirá sobre o valor total. Aqui inclui tanto o valor investido, quando os rendimentos. 

VGBL 

Já este modelo é indicado para quem faz a declaração do modo simplificado do IR ou então para quem está disposto a investir mais de 12% da sua renda na previdência privada. Isso porque acima desta porcentagem, você não consegue mais a isenção no PGBL. 

Aqui neste modelo você não conta com a isenção de imposto na hora da declaração, mas por outro lado, o IR incide apenas sobre os rendimentos na hora que você for resgatar.  

Entendendo o funcionamento dos fundos de previdência privada

Para simplificar, eles funcionam como fundos de investimento, possuindo carteiras diferentes. O que seria isso? Divisões de investimentos que vão das mais conservadoras até as mais agressivas, justamente como forma de atender os mais variados clientes.  

Para facilitar, a Anbima (Associação Brasileira de Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) dividiu os 23 tipos de previdências existentes em quatro grandes grupos. A seguir falaremos um pouco sobre cada um deles, confira: 

Renda fixa 

Investem em ativos de renda fixa, como títulos públicos, debêntures, CDBs, entre outros, inclusive papéis emitidos no exterior. A classificação aqui varia de acordo com o prazo médio incluso na carteira. Ou seja, duração baixa, média, alta, livre ou data alvo.  

Contudo eles também podem ser agrupados conforme os tipos de papéis em que investem (indo do extremamente conservador ao moderadamente agressivo). Por exemplo: temos alguns que investem 100% em títulos públicos federais, mas também outros que investem até mais de 20% em ativos de médio e alto risco. 

Balanceados  

Estes investem em diversos tipos de ativos para rendimento no longo prazo. Aqui nós temos uma subdivisão entre balanceados e multimercados. A diferença aqui fica nos modelos escolhidos entres essas duas vertentes. 

No caso do modelo balanceado, temos desde o que investe até 15% da carteira em aplicações de renda variável, passando por 15 a 30%, 30 a 49% e acima de 49%. Por outro lado, o multimercado busca rendimento no longo prazo usando estratégias que impliquem risco de juros, de índice de preço e moeda estrangeira, mas sem investir em commodities ou renda variável. 

Só que o modelo “multimercado livre” não tem essa restrição, ficando livre para investir em qualquer classe de ativos. Por fim ainda temos o modelo balanceado de data alvo, que tem investimento com retorno em data referencial ou data-alvo. 

Ações 

Aqui os investimentos em renda variável devem ser de no mínimo 67% da carteira, contando com duas vertentes: indexados e ativos. O primeiro tem como objetivo acompanhar as variações de um índice de referência no mercado de ações. Já o segundo pode ou não ter o objetivo de superar algum deste índices. 

Custos do investimento em previdência privada 

Até pelo fato de você ter um banco e/ou uma instituição financeira cuidando dos seus investimentos, elas cobram algumas taxas por isso. Aqui o principal cuidado é observar as taxas e buscar as melhores opções, com porcentagens mais baixas que não prejudiquem seu rendimento futuro.  

Temos 4 taxas mais comuns e são elas: 

  • Taxa de carregamento e saída – estão agrupadas juntas porque envolvem o momento em que você faz aporte de qualquer valor ou então resolve sacar ou fazer a portabilidade. Ambos são mais comuns em planos antigos e muitas instituições já não os cobram em planos mais novos; 
  • Taxa de administração – basicamente é o valor pago a instituição pela administração da carteira. Aqui o valor varia de acordo com a agressividade do modelo. Por exemplo, os modelos de renda fixa contam com taxas mais baixas, enquanto os de ações, com as mais altas; 

Taxa de performance – mais comum nos modelos balanceados e de ações (apesar de ter em alguns de renda fixa). Cobra-se sobre um indicador referência do fundo, que pode ser CDI ou Ibovespa, por exemplo. 

Tributação 

Este é o valor do IR retido na hora do resgate. Os modelos variam de acordo com o perfil do investidor e são: tabela progressiva ou regressiva.  

A tabela progressiva segue basicamente a regra aplicada a salários. Ou seja, é somada a renda vinda do valor que você optar receber do plano, somadas por exemplo a aposentadoria do INSS, aluguel recebido, etc. Todos os valores são somados e você paga a taxa que pode ir de 0 a 27,5%. Quem fará investimentos de curto prazo tem nesse a melhor opção.

Por outro lado, a tabela regressiva é mais adequada para quem deseja fazer investimentos de longo prazo, pois ela começa com uma taxa bem mais alta (35% de IR nos primeiros dois anos) e vai decrescendo até chegar nos 10% com mais de 10 anos.  

Entretanto é importante destacar que ela incide sobre os aportes e não sobre o tempo do plano. Ou seja, você pode ter o plano há mais de 10 anos, mas se você fez um investimento com menos de 2 anos, o valor do IR desse último estará na faixa mais alta. 

Modos de saque 

Basicamente temos 3 modelos principais, que são esses: 

  • Recebimento integral – aqui você saca o valor total investido de uma vez; 
  • Recebimento mensal temporário – neste você recebe valores mensais com prazo determinado para acabar; 
  • Mensal vitalício – você recebe um valor fixo até a data de sua morte. 

Importante dizer que você faz essa escolha na hora de fazer o plano, mas pode alterá-la ao longo do tempo. Só que mesmo nessas modalidades existem muitas variáveis que é preciso ficar atento, pois em alguns casos herdeiros podem receber o valor restante do mensal temporário, pode-se sacar um valor maior de cara e deixar o resto como renda fixa. 

Há até mesmo modelos que o mensal vitalício passa para o cônjuge ou para os filhos, sendo para o primeiro até a morte dele e para os filhos, até a maioridade (aqui são percentuais, não o valor total). Como podem ver, são diversas opções que podem ser feitas, valendo aí a preferência de cada um na hora de contratar. 

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